terça-feira, 22 de agosto de 2017

Novidade na Biblioteca: As viúvas de Dom Rufia de Carlos Campaniço

Um romance irresistível e cheio de humor. Alentejo cheio de personagens fascinantes e inesquecíveis.

Conhecido por Dom Rufia desde moço, Firmino António Pote, criado sem recursos numa vila alentejana, promete a si mesmo tornar-se rico. Negando-se à dureza do trabalho do campo, divide durante anos a sua sobrevivência entre o ócio e alguns negócios frugais. Mas, já nos trinta, munido de assombrosa imaginação, bonito como poucos e gozando de uma enorme capacidade de persuasão, sobretudo entre as mulheres, lobriga várias maneiras de alcançar o seu objectivo, fingindo continuamente ser quem não é. Para isso, porém, é obrigado a viver em vários lugares ao mesmo tempo, dando a Juan de los Fenómenos, um velho chileno em busca de proezas sobre-humanas, a ilusão da ubiquidade. 

Quando o corpo sem vida de Dom Rufia é encontrado no meio do campo, a recém-empossada Guarda Republicana não imagina as surpresas que o funeral reserva. O aparecimento de uma estranha carta assinada pelo tio do morto é só o princípio da desconfiança de que ali há mão criminosa.

Depois do muito aplaudido Mal Nascer, finalista do Prémio LeYa em 2013, Carlos Campaniço regressa à ficção com um romance irresistível e cheio de humor, cuja acção decorre no início do século XX, num Alentejo onde pululam personagens fascinantes e inesquecíveis.



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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Opinião de leitor: Re-viva o imperador!

Porto: Porto Editora, 2017
Mantido em perfeito estado de conservação pelas águas glaciais do mar do Norte, respescado por uma traineira e depois descongelado, Napoleão Bonaparte, oficialmente morto no dia 5 de maio de 1821, regressa à vida em pleno século XXI, no momento dos atentados jihadistas de Paris, mesmo a tempo de salvar o mundo…

“Napoleão não podia deixar os Franceses naquela situação. Nunca tinha abandonado o seu país e não era agora que ia começar. (…) o destino trouxera-o uma segunda vez à vida por uma razão.” Assim, Napoleão toma como objectivo lançar-se na guerra contra os jihadistas e salvar a França. Decide construir o seu próprio exército. Procura um genealogista com o propósito de encontrar os seus descendentes e os recrutar e traça um plano para derrotar definitivamente o inimigo.

Se a princípio o livro parece frívolo, o avanço das páginas permite-nos ver que este romance é muito mais de que uma simples comédia. Como se pode ler na contracapa esta obra é uma reacção do autor, Romain Puértolas, aos tempos sombrios que se vivem. 

Importante ao longo da leitura, e tal como o narrador faz questão de relembrar amiúde, é que “Napoleão era muito inteligente”.

Boas leituras!

Miriella de Vocht

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Novidade na Biblioteca: Os meninos de Irena de Tilar Mazzeo

Em plena Segunda Guerra, nos sussurros desesperados dos judeus, um nome passa de boca em boca: o de Irena Sendler, a jovem assistente social que está disposta a tudo para salvar as crianças judias dos campos de concentração. 

Quando, em 1942, Irena entrou no gueto de Varsóvia, o que viu dilacerou-lhe o coração. Ela sabia o destino de cada um dos judeus com quem se cruzava todos os dias. E foi incapaz de ficar indiferente. Começou a percorrer as ruas do gueto, bateu a todas as portas e pediu aos pais que lhe confiassem os seus filhos. Sob a vigilância apertada do regime nazi, Irena começou a levar as crianças para fora do gueto, e rumo à liberdade. Escondidas em caixões ou debaixo de sobretudos, em fuga pelo sistema de esgotos ou por passagens secretas entre edifícios, não havia nada que ela não estivesse disposta a fazer… Com a ajuda das mães, do seu amante judeu na Resistência, de amigos e vizinhos, Irena salvou cerca de 2500 crianças. 

Mas Irena fez mais ainda: manteve sempre um registo da verdadeira identidade de todos os meninos e meninas, para que um dia pudessem reencontrar os seus entes queridos. Receando ser descoberta, enterrou a lista sob uma macieira no jardim de uma amiga. Não podia imaginar que cerca de 90% das famílias dessas crianças não sobreviveria ao Holocausto. 

Irena Sendler correu riscos inimagináveis para salvar inocentes da barbárie nazi. É uma heroína da Segunda Guerra, considerada a versão feminina de Oskar Schindler. Foi nomeada para o Prémio Nobel da Paz em 2007, o ano que antecedeu a sua morte aos 98 anos. Esta obra é a devida homenagem à sua humanidade e bravura.

Fonte: contracapa do livro


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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Novidade na biblioteca: O que viram as flores de Julia Heaberlin

Sou estrela de cabeçalhos de jornal e de histórias assustadoras à roda da fogueira. Sou uma das quatro raparigas das susanas-de-olhos negros. A que teve sorte. 

Aos 16 anos, Tessa foi encontrada num campo do Texas, quase morta e só com alguns fragmentos de memória em relação à sua chegada ali. A imprensa chama-lhe a única «rapariga das susanas-de-olhos negros» que sobreviveu a um serial killer. O testemunho de Tessa mandou um homem para o corredor da morte. 

Passados 20 anos, Tessa é artista e mãe solteira. Num dia de fevereiro, abre a janela do seu quarto e depara com um magnífico canteiro de susanas-de-olhos-negros diante de si, embora se trate de flores de verão. 

Será que o homem que espera a morte é inocente? E andará o serial killer atrás dela? Ou, pior ainda, da sua filha?

Fonte: contracapa do livro


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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Livro do mês: O alienista de Machado de Assis

"Não há consenso quanto ao género. Novela ou um conto longo. O Alienista é um dos mais perfeitos exemplares do génio de Machado de Assis. Apesar de não ter o fôlego de romances como Memórias Póstumas de Brás Cubas ou Dom Casmurro, nem ser narrado na primeira pessoa, contém as marcas que fazem de Assis um dos maiores escritores da história da literatura. Ironia, atenção à mente humana, sátira moral e de costumes e uma refinada arte narrativa.

A acção de [o Alienista] decorre numa pequena cidade do interior do Brasil, Itaguaí, para onde foi viver Simão Bacamarte. Este dedicava a sua existência ao estudo, desviando-se de tudo o que pudessem ser distracções ao seu objectivo: o avanço da Ciência. Por isso, aos 40 anos, casou com uma mulher "não bonita nem simpática", D. Evarista da Costa e Mascarenhas, que "reunia condições fisiológicas e anatómicas de primeira ordem, digeria com facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso, e excelente vista". A avaliação clínica revelou-se desastrosa, mas não impediu Simão Bacamarte de se empenhar na que considerava ser a mais elevada das missões de um médico: o estudo da saúde mental. Com a ironia como grande ferramenta, Assis serve nesta obra breve uma boa dose de inquietação, seduzindo o leitor do princípio ao fim numa teia sem mácula.

Fonte: Revista Visão nº 1265 (01.06.2017)


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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Tempo para a poesia XX

Algarve

Levo-te emoldurada na retina,
Terra que Portugal sonhou e sonha ainda,
Que imagina depois de conhecer.
Só na retina poderei reter
Um mar que é outro mar,
Um sol que é outro sol,
Gente que é outra gente,
E casas que parecem de repente
Albornozes de pedra.
Magias naturais como a paisagem
Aberta à luz do dia,
Sempre real e sempre uma miragem
Táctil e fugidia.

Miguel Torga in Poesia Completa
Lisboa: Dom Quixote, 2002

terça-feira, 25 de julho de 2017

Novidade na Biblioteca: Nos passos de Santo António de Gonçalo Cadilhe

Lisboa: Clube do Autor, 2016
Em Nos passos de Santo António Gonçalo Cadilhe refaz a grande viagem do Santo Português de Pádua que viajou durante dez anos numa época em que as estradas tinham desaparecido, o sistema cambial ainda não fora inventado, os idiomas não se traduziam em dicionários e os mapas não existiam.

Nesta obra Gonçalo Cadilhe transmite toda a atmosfera do início do século XII, como a Reconquista Cristã, o espírito das Cruzadas, a guerra civil entre o Papa e o Imperador e a amizade com São Francisco de Assis. O autor transmite-nos um olhar inédito sobre o santo português. É o olhar de um viajante que, oito séculos depois, reconstitui o itinerário fundamental da vida do santo recorrendo a várias fontes históricas e aos percursos consagrados na época.

Adaptado do Diário de Coimbra nº 29622 (24.07.2017), p. 12


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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Biblioterapia: como é que os livros curam?

A biblioterapia é geralmente tida como um método que utiliza a leitura como coadjuvante no tratamento de pessoas acometidas por alguma doença física ou mental. É aplicada como educação e reabilitação em indivíduos de diversas faixas etárias, e entre outros assenta no pressuposto de que a leitura é um processo dinâmico, sempre em alteração e movimento. Ou seja a leitura é susceptível de provocar a mudança. 

Embora ainda de forma embrionária, em Portugal esta forma de terapia complementar começa já a ganhar adeptos, como se pode ler no artigo "Biblioterapia como é que os livros curam?" de Catarina Lamelas Moura na edição online do jornal Público.

O aproveitamento da leitura para fins terapêuticos vem do tempo dos gregos e dos romanos. Ao longo da história, há relatos de médicos que utilizavam passagens da Bíblia para ajudar à cura e, ao longo do século XX, começaram a surgir os primeiros estudos nesta área. Um dos grandes impulsionadores da prática foi o filósofo Alain de Botton, que em conjunto com outros colegas, fundou, em 2008, The School of Life (...) Num dos vídeos do YouTube, que soma mais de 2,6 milhões de seguidores, é explicado em menos de cinco minutos por que é que a literatura é importante para o ser humano: “Dá-nos um leque de emoções e eventos que levaríamos anos, décadas, milénios, para sentir directamente.” Ou seja, é um “simulador de realidade” que nos permite de forma segura sentir na pele, por exemplo, como é passar por um divórcio, matar alguém e ter remorso e abandonar o emprego para fazer uma viagem à volta do mundo.
 Para saber mais sobre este assunto pode ainda consultar:

A leitura como tratamento: diversas aplicações da biblioterapia/ Geyse Maria Almeida
Biblioterapia: estado da questão/ Ana Cristina Abreu; Maria Ángeles Zulueta, Anabela Henriqes
A Historical Review of Bibliotherapy/ William K. Beatty
A leitura como função terapêutica/ Clarice Fortkamp Caldin

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Bicentenário da Morte de Jane Austen

Único retrato original de Jane Austen,
aguarela feita por Cassandra Austen, 1810.
Autora de clássicos como Orgulho e preconceito, Sensibilidade e Bom Senso e Emma, Jane Austen foi uma das mais importantes romancistas inglesas. Nasceu a 16 de Dezembro de 1775 e faleceu a 18 de Julho de 1817, celebrando-se este ano o bicentenário da sua morte.

O que há em Jane Austen que a mantém mais viva do que o foi no seu próprio tempo?
"Os enredos das seis obras-primas que deixara completas, aparentemente tão semelhantes entre si, poderiam ficar-se pela inóspita categoria de ‘literatura leve’, não fosse a complexidade verbal entre linhas, entre páginas, a análise fulgurante e intrincada das relações sociais e familiares, o retrato de tantas personagens inesquecíveis, tudo acompanhado pelo som da música dos bailes e das festas, amarfanhado nas pregas dos vestidos ou na poeira dos caminhos, atordoado nas deslocações pelas estradas de Inglaterra, no caos do tempo e das paixões, mas destinado a uma harmonia final e longamente desejada", escreve Helena Vasconcelos, crítica literária do PÚBLICO, grande conhecedora da obra de Jane Austen. É um excerto de Não Há Tantos Homens Ricos Como Mulheres Bonitas que os Mereçam (Quetzal, 2016), uma ficção/ensaio de Vasconcelos a partir da vida e da obra da autora que entrou no cânone com livros como Orgulho e Preconceito, Sensibilidade e Bom Senso, Emma ou Mansfield Park. 
Fonte: Público
Para saber mais sobre a escritora e a sua obra consulte:

Talento e ironia. Jane Austen, 200 anos depois por Maria João Marques - Observador
Jane Austen's facts and figures – in charts por Adam Frost, Jim Kynvin and Amy Watt - The Guardian

Aceda ao catálogo da Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil e veja quais os livros da autora que temos disponíveis para si.

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sugestão de leitura: O homem domesticado de Nuno Gomes Garcia

Nuno Gomes Garcia, finalista do Prémio Leya 2015 com um romance histórico dotado de grande poder de fabulação, O Dia em que o sol se apagou, regressa com O Homem Domesticado, uma das raras distopias escritas por autor português. (...)
O Homem domesticado explora um futuro regido por um Estado Totalitário mas desenvolve-se no sentido do labirinto de complexos sentimentais e do tradicional esquema da intrigas policial (...)
Uma bela distopia de natureza policial - empolgante e enigmática como todos os romances policiais. 

Miguel Real in Jornal de letras nº 1220
E se a sobrevivência da humanidade dependesse da absoluta submissão do homem à mulher?

Desde o tempo em que Marine alcançou o poder, dando início a uma nova era, a sociedade foi-se progressivamente desumanizando: os conceitos de amor e de amizade deixaram de fazer sentido, os prazeres são malvistos e o sexo está proibido pelo novo regime totalitário, até porque a reprodução passou a ser padronizada e desenvolvida artificialmente em laboratórios. As mulheres tornaram-se senhoras do mundo e submeteram os homens à condição de escravos – machos domesticados que, vivendo no medo e na ignorância, lavam, cozinham, obedecem, calam, saem à rua cobertos da cabeça aos pés.

A cidadã Francine Bonne é aconselhada pelas autoridades a escolher um segundo marido, depois de Pierre ter sido considerado um peso morto; mas desconhece que, ao trazer para casa um macho que foge ao cânone e cuja origem está envolta em mistério, a sua vida e a de Pierre sofrerão uma absoluta transformação. A ponto de o regime se sentir abalado com a possibilidade de um suposto retrocesso civilizacional...

Amores proibidos, subversão, crime, reeducação coerciva – tudo se combina magnificamente neste romance a um tempo sensual e cerebral: uma distopia à maneira de 1984, de George Orwell, que reflete de forma lúcida e desafiante sobre as problemáticas que caracterizam a sociedade atual.

Fonte: www.leya.pt


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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Novidade na Biblioteca: A rainha Ginga de José Eduardo Agualusa

Personalidade originalíssima da história de África e do Mundo, ao mesmo tempo arcaica e de uma assombrosa modernidade a rainha Ginga tem fascinado gerações, desde o Marquês de Sade até as feministas afro-americanas dos nossos dias.

Através deste romance, José Eduardo Agualusa conta a história de uma relação de amor e de combate permanente entre Angola e Portugal, narrada por um padre pernambucano que atravessou o mar e recorda personagens maravilhosos e esquecidos da nossa história - tendo como elemento central a Rainha Ginga e o seu significado cultural, religioso, étnico e sexual para o mundo de hoje.

Leia aqui as primeiras páginas do livro.

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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Tempo para a poesia XIX

Letra de Fernando Araújo Muralha, música de Ferrer Trindade
In: A Comarca de Arganil nº 3639 (09.05.1950), p. 2

(clique sobre a imagem para aumentar)

terça-feira, 4 de julho de 2017

Novidade na Biblioteca: No país das últimas coisas de Paul Auster

Esta é a história de Anna Blume e da sua jornada em busca do irmão desaparecido numa cidade sem nome. Mas tal como a cidade, a sua tarefa está condenada. A cidade transformou-se num campo de batalha onde imperam a miséria, violência e a selvajaria. Todos procuram algo ou alguém que desapareceu. Todos lutam para suprir a fome: no sentido literal, uma vez que os alimentos são escassos; e fome também no sentido abstracto, pois os últimos resquícios de humanidade impelem os cidadãos a procurar o amor e a partilha de linguagem e significado. 

Através da solidão de Anna, Paul Auster conduz-nos a um mundo indeterminado e devastado no qual o eu desaparece entre os horrores a que o lento apagar da moral humana conduz. Não se trata apenas de um mundo imaginário e futurista - mas de um mundo que reflecte o nosso e, ao fazê-lo, lida com algumas das nossas mais sombrias heranças. Nesta visão apocalíptica de uma cidade despojada da sua humanidade, pulsa um inesquecível romance sobre a condição humana.

Fonte: contracapa do livro

"Quando caminhamos pelas ruas, prosseguiu ela, há uma coisa que temos de ter sempre bem presente: dar apenas um passo de cada vez. Caso contrário, a queda é inevitável. Os nossos olhos têm de estar constantemente abertos, apontados para cima, apontados para baixo, apontados para a frente, apontados para trás, atentos ao eventual aparecimento de outros corpos, sempre de sobreaviso contra o imprevisível. Chocar com alguém pode ser fatal. Quando duas pessoas chocam, desatam logo ao murro uma à outra. Ou então caem redondas no chão e não fazem nenhum esforço para se levantarem. Mais tarde ou mais cedo, surge um momento em que uma pessoa já não faz nenhum esforço para se levantar. É a dor imensa dos corpos, compreendes e para isso não há cura. E, aqui, o sofrimentos dos corpos é mais atroz do que em qualquer outro lugar."
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terça-feira, 27 de junho de 2017

Novidade na Biblioteca: Natural - o grande livro da cozinha vegetariana

A alimentação vegetariana é rica e diversificada, um universo de cores, sabores e texturas que nos permitem ir do mais simples ao mais sofisticado dos pratos e explorar os limites da imaginação.

Joana Alves, autora do blogue Le Passe Vite, apresenta-nos Natural, um livro com mais de 100 receitas vegetarianas, vegan e raw, que nos explica que é essencial o regresso a uma cozinha mais saudável, sem alimentos processados e refinados. Aqui tudo é feito com ingredientes verdadeiros, desde os leites vegetais, germinados ou alimentos fermentados, que a autora ensina a fazer em casa, até opções para pequenos-almoços mais saudáveis, como a Granola de Maçã, as Panquecas de Sarraceno e as populares Overnight Oats, passando por deliciosos pratos principais como o Caril de Grão-de-bico e Abóbora ou os Hambúrgueres de Feijão Preto, óptimos para impressionar os amigos. Nas sobremesas surpreenda-se com o "Cheesecake" de Caju e Mirtilos e a irresistível Mousse de Chocolate e Abacate e, no capítulo das bebidas, aprenda a fazer sumos verdes e batidos energéticos.

Fonte: contracapa do livro

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Recursos online: Revista de Ciência Elementar

"Revista de Ciência Elementar (Rev. Ciência Elem.) é uma publicação trimestral, que discute conceitos de Ciência Elementar, sempre com um rigor superior. Esta revista dirige-se a um público alargado de professores do ensino básico e secundário, aos estudantes de todos os níveis de ensino e a todos aqueles que se interessam pela Ciência.

A Revista de Ciência Elementar abrange as áreas da Matemática, Física, Química, Biologia e Geologia e publica artigos de apresentação rigorosa de conceitos científicos, artigos de visão crítica de alguma realidade atual, e comunicações sobre experiências de sucesso no ensino e divulgação das ciências."


Já está disponível para consulta ou download a revista nº2, vol. 5 (Junho 2017)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A maior flor do mundo de José Saramago


SARAMAGO, José - A maior flor do mundo. Lisboa : Caminho, 2001. ISBN 972-21-1437-9

E se as histórias para crianças passassem a ser 
de leitura obrigatória para os adultos? 
Seriam eles capazes de aprender realmente 
o que há tanto tempo têm andado a ensinar?

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sábado, 17 de junho de 2017

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Novidade na Biblioteca: O Evangelho segundo Lázaro de Richard Zimler

No Novo Testamento, ficamos a saber que Jesus ressuscitou um amigo próximo de nome Lázaro. Contudo, em parte alguma do Evangelho segundo São João - que contém este episódio -, se menciona como é que ele realizou o milagre ou se teria algum motivo especial para o fazer. Em O Evangelho segundo Lázaro, Richard Zimler preenche estas e outras lacunas, narrando a história da perspetiva de Lázaro, descrevendo como ele e Jesus se conheceram em crianças, a transcendência da ligação que os une e o momento em que Lázaro acordou no túmulo, desorientado e sem qualquer memória de uma vida após a morte.

Porém, só trinta anos depois da crucificação do seu velho amigo, Lázaro começa a entender a extensão do papel que sempre ocupou na vida de Jesus e talvez ainda venha a ocupar. É que a derradeira prenda de Jesus a Lázaro - deixada num dos locais malditos de Jerusalém - parece conter a chave que ajudará Lázaro a concretizar os desígnios de uma Terra Prometida. Deverá ele arriscar tudo e levar a cabo os perigosos planos de Jesus?

Com a voz única a que Richard Zimler nos habituou, este romance apaixonante e amplamente documentado, situado no contexto das práticas e tradições judaicas da era antes de Cristo, irá certamente perturbar alguns leitores e tocar profundamente outros.

Fonte: contracapa do livro


Para saber mais sobre este livro consulte:

Silva, João Céu e - A ressurreição de Richard Zimler através de 'Lázaro' in DN

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Prémio Camões 2017 atribuído a Manuel Alegre

O Prémio Camões de 2017 foi esta quinta-feira atribuído ao poeta e romancista Manuel Alegre, que se torna assim, aos 81 anos, o 29.º autor (e o 12.º português) a receber a mais importante consagração literária da língua portuguesa. (...)

“A obra de Manuel Alegre é muito importante do ponto de vista da poesia”, sublinha Paula Morão, lembrando que se comemoram este ano os 50 anos da publicação do livro O Canto e as Armas. Mas a ex-directora-geral do Livro e das Bibliotecas acrescenta que “a obra ficcional tem também muita relevância” e que a ensaística, “tendo menor dimensão em quantidade, não a tem em qualidade”.

E se a sua admiração pela obra bastaria para subscrever esta escolha, assume que também o percurso cívico de Manuel Alegre foi considerado. “Não podemos esquecer o lado da intervenção cívica, que, independentemente da opinião política de cada um, tem um lugar insubstituível na sociedade portuguesa das últimas décadas”, defende Morão, para quem “o exemplo cívico do autor muito contribuiu para a imagem que várias gerações de portugueses têm da figura do poeta”.


Saiba mais em:

DN online - Manuel Alegre vence Prémio Camões 2017

Aceda ao catálogo da Rede de Bibliotecas de Arganil e descubra quais os livros que temos disponíveis para si deste autor!

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Opinião de leitor: O círculo

O romance começa com a entrada de Mae Holland como funcionária de uma grande empresa ligada às novas tecnologias: o Circulo.

A princípio o leitor é confrontado pelo deslumbramento da protagonista perante as fabulosas e inovadoras condições de trabalho que a empresa oferece aos seus funcionários.

Mae começa por desempenhar funções num departamento chamado de Experiência do Cliente e rapidamente se vê rodeada de monitores: um para receber os pedidos dos clientes, outro para comunicar com os colegas do Inner Circle, outro para verificar o seu desempenho…

Tudo é medido, tudo é monitorizado.

Diariamente surgem no seio do círculo novas ideias para aplicação das novas tecnologias. Todas apresentadas e difundidas como importantes para a segurança e bem-estar das pessoas em geral.

Mae rapidamente assume um lugar de destaque na hierarquia da empresa. Ela torna-se “transparente” e na sua vida nada mais é segredo ou íntimo.

Embora mais actual, o livro “o círculo” pode ser comparado com o “1984” de George Orwell. Aquilo que há umas décadas atrás parecia utópico, é agora uma realidade cada vez mais real. Ao longo das páginas deste livro a reflexão, sobre as vantagens e desvantagens das novas tecnologias, e as suas aplicações, é inevitável.

A leitura deste livro é simultaneamente aliciante e perturbadora. Ninguém lhe ficará indiferente.

Miriella de Vocht

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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Novidade na Biblioteca: A imperatriz da lua brilhante de Weina Dai Randel

Lisboa: Presença, 2017
Para uma mulher chegar ao poder, não existem caminhos fáceis.

No palácio da China imperial, uma concubina aprende rapidamente as várias técnicas para conquistar o coração do imperador, o Único acima de Todos. Mei é convocada aos 13 anos para a corte do palácio na China imperial, uma honra que resgatará a sua família, outrora nobre e influente, da miséria. Porém, ela rapidamente descobre que para se aproximar do imperador e conquistar o seu coração terá de ultrapassar obstáculos perigosos. Como desconhece a arte da sedução, no dia do aniversário do imperador, Mei oferece-lhe um presente singular: uma adivinha. 

Porém, quando lhe parecia que estava em posição de seduzir o homem mais poderoso da China, Mei apaixona-se por Faisão, o filho mais novo do imperador. Contudo, uma tentativa de assassinato ao imperador provoca uma luta terrível pelo poder na corte imperial. E Mei terá de se servir das suas excelentes capacidades de inteligência, sabedoria e engenho para escapar e salvar o amor da sua vida.

Nomeado para Melhor Romance Histórico pelo Goodreads Choice Awards 2016, A Imperatriz da Lua Brilhante é um romance baseado na história da Imperatriz Wu Mei, a primeira mulher a governar a China. Weina Dai Randel pinta de forma notável o quadro da China antiga e da corte imperial, em que o amor, a ambição, a intriga e os jogos de poder podem determinar a vida ou a morte.

Fonte: www.presenca.pt

Pode requisitar o livro na rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Opinião de leitor: Treze anos para sempre, Marion!

Uma história verídica que nos alerta para o Bullying e Ciber-bullying. 

Marion, uma menina de 13 anos, aparentemente uma criança feliz, boa aluna e sem problemas de comportamento na escola, aparece enforcada no seu próprio quarto. A mãe, que a encontra, fica sem saber o que pensar e sem um motivo aparente para tal tragédia.

Os relatos feitos na primeira pessoa pela Mãe, descrevem a luta de uns pais que não têm qualquer justificação para o acto da sua filha mais velha.

Desengane-se quem achar que tem uma relação aberta e sem segredos com os filhos adolescentes ou mesmo mais novos. É um relato preciso de que, mesmo com uma relação muito sincera e aberta com os nossos filhos, tudo pode cair em segundos e o sentimento de culpa recai sempre sobre nós.

É um alerta muito preciso que nos mostra que ninguém está preparado para passar por uma situação destas… Os momentos de raiva, os momentos de luto, os momentos de dúvida, são bem demonstrados pelas palavras da Mãe.

O Bullying e Ciber-bullying é um problema que nos assombra todos os dias, e por mais que o assunto seja abordado nas escolas, continua a fazer vitimas e a estragar uma fase do crescimento dos nossos filhos que é essencial para o seu desenvolvimento. É triste que, ainda hoje, existam escolas, professores, directores e auxiliares que desvalorizam estes comportamentos de determinados grupos de crianças e que evitam falar sobre o mesmo.

Acho que este livro deveria ser debatido em todas as escolas e de Leitura Obrigatória para todos os alunos, pais e educadores.

Alexandra Novais

“Quando perdemos um filho, quaisquer que sejam as causas da sua morte, temos a tendência de lhe consagrar todo o nosso tempo, toda a nossa energia, todos os nossos pensamentos. Com mais razão ainda se a causa da morte for um mal que podemos identificar, que teríamos podido evitar, e que sentimos como um assassínio.”

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Novidade na Biblioteca: Fruta deliciosa de James Hannaham

Lisboa: Relógio D'Água, 2016
ISBN 978-989-641-648-5
Vencedor do Prémio Pen/Faulkner Ficção 2016
Darlene, uma viúva e mãe devastada pela inesperada morte do marido, refugia-se nas drogas para fugir ao trauma. Toldada pela dor, é atraída para uma misteriosa quinta, gerida por uma empresa de cariz duvidoso, com a promessa de um trabalho ─ com consequências desastrosas tanto para si como para o seu pequeno filho, Eddie.

Fruta Deliciosa conta a história de três personagens inesquecíveis: uma mãe, o seu filho e a droga que ameaça destruí-los. Na luta de Darlene para se reunir com o filho, nos esforços de ambos para triunfar sobre aqueles que os escravizariam e na voz da droga que narra as angústias de Darlene, a prosa corajosa de Hannaham contagia as circunstâncias desesperadas das suas personagens com humor. Mas lida também com questões intemporais como o amor e a liberdade, o perdão e a redenção, a determinação e a vontade de sobreviver.

Fonte: contracapa do livro


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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Adeus a Armando Baptista-Bastos

Armando Baptista-Bastos nasceu em Lisboa a 27 de Fevereiro de 1934, e faleceu esta terça-feira, dia 9 de Maio. Frequentou a escola de Artes Decorativas António Arroyo e o Liceu Francês.

Iniciou a sua carreira jornalística em “O Século”, mas foi ao serviço do “Diário Popular” – onde trabalhou durante vinte e três anos (1965-1988) – que haveria de conquistar maior notoriedade, sobretudo em géneros como a entrevista e a reportagem.

Torna-se mais conhecido do grande público pelas entrevistas realizadas na SIC entre novembro de 1996 e janeiro de 1998. Nessas “Conversas Secretas”, fazia a todos os convidados a pergunta "onde é que estavas no 25 de Abril?", o que seria mais tarde glosado por Herman José no programa "Herman Enciclopédia".

Publicou mais de uma dezena de títulos de ficção, entre os quais "O Secreto Adeus" (1963), "Cão Velho entre Flores" (1974), "O Cavalo a Tinta da China" (1995), "A Colina de Cristal" (2000) e "No Interior da Tua Ausência" (2002).

Ao longo da carreira, o autor conquistou vários prémios, designadamente, o Prémio Literário Município de Lisboa, em 1987, pelo romance "A Colina de Cristal", que lhe valeu também o Prémio P.E.N. Clube Português de Ficção, no ano seguinte.

Em 2002, recebeu o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, pela obra "No Interior da Tua Ausência". Em 2003, venceu o Grande Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro "Lisboa Contada pelos Dedos".

Em 2006, recebeu os prémios de Crónica da Sociedade da Língua Portuguesa, João Carreira Bom, e do Clube Literário do Porto.

Fonte:  http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-05-09-Morreu-Baptista-Bastos


Para saber mais consulte:

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Novidade na Biblioteca: Rumo a casa de Yaa Gyasi

Presença, 2017
ISBN 978-972-23-5977-1
Effia e Esi, as protagonistas do romance de estreia de Yaa Gyasi, jovem escritora norte-americana nascida no Gana, são meias-irmãs, nasceram em aldeias diferentes e vão partilhar o destino no mesmo espaço, mas com sortes diferentes.

A autora constrói uma história situada na época colonial, em que Effia consegue casar-se com um inglês e Esi acaba por viver no mesmo castelo que a irmã habita com todo o conforto, mas confinada a uma masmorra.

As duas linhas de descendência, com os seus episódios íntimos, belos e dramáticos, mostram-nos a história da escravatura e da cultura afro-americana nos continentes africano e americano até à atualidade, lado a lado num fio que une o passado e o presente.


A estreia literária de Yaa Gyasi, nascida em 1989, arrebatou a crítica e os leitores, tornando a autora numa das vozes mais promissoras da atual literatura norte-americana.

Fonte: JL e contracapa do livro


Gostou? Pode requisitar o livro na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Livro do mês: O primeiro homem de Albert Camus

 

Nascido nos bairros operários de Argel, Argélia, a 7 de novembro de 1913, Albert Camus foi galardoado ainda novo com o Nobel da Literatura. Tinha apenas 44 anos quando foi distinguido.

Com o futuro pela frente, menos de dois anos passados, a 4 de janeiro de 1960, o escritor morreu num acidente de automóvel, em França. Apesar do seu desaparecimento precoce, é hoje um dos maiores nomes da literatura francesa e mundial, pelo seu pensamento visionário e um caminho excepcional.

Com oito milhões de cópias vendidas, "O Estrangeiro", primeiro livro publicado em 1942 e traduzido em 40 línguas, é o seu best-seller absoluto.

O último e inacabado livro de Camus, “O primeiro homem”, publicado apenas em 1994, é um romance autobiográfico.

O romance inicia-se com o nascimento de Jacques Cormery (leia-se Albert Camus), facultando depois preciosas informações acerca da infância do escritor na Argélia. Ao longo das páginas do livro desenrola-se uma história colorida, mas também uma confissão que emociona. Aos olhos do leitor surgem, assim, as raízes da personalidade de Camus, da sua sensibilidade, da génese do seu pensamento.

Para saber mais consulte:


Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Um poema de Goethe: Festa de Maio

Festa de Maio

Toda a Natureza
Em esplendor me acena!
Como brilha o Sol
E ri a campina!

E em todos os ramos
Há festa de flores
E enchem os arbustos
Vozes aos milhares,

E há em cada peito
Volúpia e prazer.
Oh Terra, oh Sol,
Oh sorte a sorrir,

Oh amor, amor,
Belo como oiro,
Qual nuvem na aurora
Sobre aquele outeiro,

Pelos campos frescos
Esparzes teus favores,
E espalhas pelo mundo
Fragrância de flores!

Oh moça, tão moça,
Como te amo eu!
O brilho em teus olhos
Diz-me que sou teu!

Ama a cotovia
O ar livre, o canto;
E as flores da manhã
Odores do céu – tanto

Como eu te amo a ti
Com meu sangue ardente,
A ti, que me dás
Juventude, alento,

E o prazer de novas
Danças e cantares.
Feliz sejas, tanto
Quanto tu me amares.

Obras escolhidas de Goethe: poesia
Lisboa: Círculo de Leitores, 1993
trad. João Barrento

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sugestão de leitura: O pranto de Lúcifer de Rosa Lobato de Faria

"O Pranto de Lúcifer", editado originalmente em 1995, foi a estreia literária de Rosa Lobato de Faria, e narra a saga de uma família que se guia pela arte e pelo amor, contada pela mais nova de quatro irmãs, Bernardette.

Bernardette, que cresceu correndo Portugal de lés a lés com os pais, autênticos saltimbancos que tanto apresentavam espectáculos de Almeida Garrett como um número em que Marinela, a mãe, parecia morta. Bernardette relata como foi viver na corda bamba nessa viagem constante, rica em aventuras e imprevistos, mas sempre precária. Foi do pai que herdou a capacidade de sonhar, de encarar a vida e o mundo de forma idílica, mas até que ponto é possível conciliar o sonho com a vida?

“O Pranto de Lúcifer” é um romance simultaneamente divertido e dramático, cruel e poético.



Excerto da obra
 Para saber mais sobre a autora e a sua obra consulte:



Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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sábado, 22 de abril de 2017

Ode à Terra de Miguel Torga

Ode à Terra – Miguel Torga

Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
A abrir leques de sonho e de centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.

Na seara madura de amanhã,
Sem fronteiras nem dono,
Há-de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoila vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.

Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!

Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem,
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.

Terra, minha aliada
Na criação!
Seja funda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração.

E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás-de parir depois…
Poesia desfeita,
Fruto futuro de nós dois.

Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!

A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos…
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.

Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!

Miguel Torga
Poesia Completa. Lisboa: Dom Quixote, 2002

Nota: No dia 22 de abril de 1970, foi criado, pelo senador norte-americano Gaylord Nelson o Dia da Terra. Foi reconhecido pela ONU em 2009 que instituiu o referido dia como o Dia Internacional da Terra.

O objetivo principal deste dia é consciencializar todos os povos sobre a importância e a necessidade de conservar os recursos naturais do planeta e defender a harmonia entre todos os seres vivos. Só assim será possível assegurar às gerações presentes e futuras qualidade de vida ambiental, social, económica, cultural, estética.

Regina Gouveia

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Novidade na Biblioteca: Treze anos para sempre Marion de Nora Fraisse

FRAISSE, Nora - Treze anos para sempre, Marion. 1ª ed. 
Lisboa : Bertrand, 2017. 164, [1] p.
ISBN 978-972-25-3318-8

Marion, minha filha,

A 13 de fevereiro de 2013, sucidaste-te, enforcando-te com um lenço, no teu quarto. Tinhas 13 anos.
Sob o belcihe encontrámos o teu telemóvel suspenso da extremidade de um fio, como se também o tivesses enforcado, para cortar simbolicamente a palavra àqueles que, na escola, te torturavam com insultos e ameaças.
Escrevo este livro para te prestar homenagem, para te falar da nostalgia que sinto perante um futuro que não vais partilhar comigo, connosco.
Escrevo este livro para que cada pessoas retire lições da tua morte. Para que os pais evitem que os seus filhos se tornem vítimas, como tu, ou agressores, como aqueles que te levaram ao desespero. Para que as direcções das escolas se esforcem por vigiar, por escutar, por estender a mão às crianças em sofrimento.
Escrevo este livro para que levem a sério o problema do assédio na escola, o bullying.
Escrevo este livro para que nunca mais uma criança tenha vontade de enforcar o seu telemóvel, nem de suspender a sua vida para sempre. 

Nora Fraisse

Outros livros sobre Bullying disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil:
  • MENESES, Maria João Saraiva de - Vasco das forças : o bullying e a violência escolar. Lisboa : Coisas de Ler, 2009. 20, [2] p. ISBN 978-989-8218-09-4
  • SERRATE, Rosa - Lidar com o bullying na escola : guia para entender, prevenir e tratar o fenómeno da violência entre pares. 1ª ed. [Lisboa] : Bookout, 2014. 244 p. ISBN 978-989-8694-07-2
  • FERNANDES, Luís ; SEIXAS, Sónia - Plano Bullying : como apagar o bullying da escola. Lisboa : Plátano, 2012. 192 p. ISBN 978-972-770-913-7
  • AUBREY, Annette  - O clube do arco irís : compreender... o Bulliyng. Abrunheira : Girassol, 2008. 24 p. ISBN 978-989-633-206-8
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Feira do Livro Usado

Duas datas marcantes da História da Literatura se comemoram em Abril. No dia 2, data em que se comemora o Dia Internacional do Livro Infantil, comemora-se também o nascimento do grande escritor Dinamarquês, autor de histórias para crianças, mas que os adultos também apreciam, Hans Christian Andersen. 

O dia 23 do mesmo mês, outra data marcante, com a comemoração do Dia Mundial do Livro em que lembramos duas figuras maiores da Literatura Internacional: Miguel de Cervantes e William Shakespeare, ambos falecidos no dia 23 de Abril de 1616.

É assim, Abril, o mês dos Livros e da Leitura. Ouvindo-se ainda os ecos da XXIV Feira do Livro de Arganil, eis que os livros voltam a estar na ordem do dia com a FEIRA DO LIVRO USADO DE ARGANIL que vai decorrer nos dias 21, 22, 24 e 26, na Biblioteca Municipal. Esta iniciativa do Município de Arganil, tem como objetivo tornar mais fácil o acesso dos Munícipes ao livro, os quais terão, a preços simbólicos, a possibilidade de adquirir livros de qualidade e em bom estado.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O tigre e o acrobata de Susanna Tamaro

Logo que nasceu, o Pequeno Tigre nada mais fez do que mamar. Porém, este tigre não é como os outros. Cheio de curiosidade, não se cansa de fazer perguntas: questiona o mundo à sua volta sem aceitar simplesmente o que lhe dizem. É claro que a sua natureza o leva desde logo a aprender a caçar os outros animais. Contudo, a vida de caçador não o satisfaz completamente e lança-se à aventura, à descoberta do mundo. A viagem leva-o para fora da floresta e do local onde os da sua espécie sempre viveram. E é fora da selva que ele encontra o Homem. Deste encontro, o Pequeno Tigre descobre que é mais perturbante e comovente entregar-se ao amor do que viver na solidão.

O Tigre e o Acrobata é uma fábula espantosa de Susanna Tamaro para leitores de todas as idades, com uma narrativa cheia de aventura onde se misturam personagens humanas e animais que transmitem valores importantes como o conhecimento, a sabedoria e a liberdade.

Fonte: www.presenca.pt 

Leia um excerto deste livro aqui!

Gostou? Pode requisitar o livro na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Para saber que outras obras de Susana Tamaro temos disponíveis para si aceda ao nosso catálogo!

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Novidade na Biblioteca: A filha das estrelas de Nora Roberts

A bela e talentosa Emma vive num mundo de luxo e privilégio. Mas está prestes a descobrir que a fama não a pode proteger quando alguém deseja a sua morte. 

Salva de uma infância infeliz pelo pai, uma estrela pop em ascensão, a jovem cresce rodeada de amor, imersa no mundo da música, e com uma forte ligação à madrasta e ao irmão mais novo. Mas quando tudo parecia perfeito, dá-se a tragédia: o irmão morre numa tentativa de rapto. 

Após anos de dor e culpa, e de ser perseguida pela imprensa, Emma começa a sentir-se capaz de finalmente largar o passado. Determinada e confiante, atreve-se a começar uma carreira e até a apaixonar-se. Mas o homem com quem pretende casar-se não é quem parece. E o que fazer quando os segredos negros que esconde na sua mente são segredos que alguém está disposto a tudo para que não vejam a luz do dia?

Fonte: contracapa

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Novidade na Biblioteca: Homens imprudentemente poéticos de Valter Hugo Mãe



Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.

A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.
Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.

Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar. Uma humaníssima visão do mundo.

Fonte: contracapa do livro

Siga o link e leia um excerto deste livro.

Para saber mais sobre o autor e a sua obra consulte:
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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Fernando Campos 1924-2017

O escritor Fernando Campos fotografado em 2012  |  ARQUIVO DN
Fernando Campos nasceu em 1924, em Águas Santas, concelho da Maia, nos arredores do Porto. Estudou em Coimbra onde se licenciou em Filologia Clássica e foi professor no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa. Para além de algumas obras didácticas e pequenas monografias de investigação etimológica e literária, é autor do romance histórico A Casa do Pó (1986), a sua primeira obra de fôlego a ser publicada e que o colocou entre os grandes escritores portugueses, a que se seguiram Psiché (1987), O Homem da Máquina de Escrever (1987), O pesadelo de Deus (1990), A Esmeralda Partida (Prémio Eça de Queirós - 1995), A Sala das Perguntas (1998) , Viagem ao Ponto de Fuga (1999), a Ponte dos Suspiros (2000), "…que o meu pé prende… (2001), O prisioneiro da Torre Velha (2003), O cavaleiro da águia (2005), O lago azul (2007), A loja das duas esquinas (2009), A rocha branca (2011) e Ravengar (2012).

Algumas das suas obras estão traduzidas em França, Alemanha e Itália.

Fernando Campos faleceu no passado Sábado, dia 1 de Abril de 2017, aos 92 anos.

"Para cada um dos seus romances históricos, Fernando Campos faz uma cuidada e meticulosa pesquisa para poder recriar ao pormenor tudo o que se passou na época ou acontecimentos que retrata. Só recorre à imaginação quando há dados que não são conhecidos"
Fonte: infopédia

Mais informação no blog sobre a vida e obra de Fernando Campos:



Aceda ao Catálogo da Rede de Bibliotecas de Arganil para saber quais as obras de Fernando Campos que temos disponíveis para si,

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