quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Daisy Chain: um filme sobre o Bullying, o poder da imaginação e da amizade


O filme Daisy Chain é baseado no livro “Dandelion” do escritor australiano Galvin Scott Davis. A história do livro surgiu porque Galvin reparou que o filho vinha da escola mais calado e desanimado do que era costume, tendo-se apercebido de que este estava a ser vítima de bullying.

Não encontrando nenhum livro que ajudasse o filho a ultrapassar este problema, resolveu criar uma história sobre uma menina chamada Bree Buttercup. "Buttercup Bree é uma menina como tantas outras cujo passatempo preferido é apanhar margaridas e fazer coroas de flores. Como não tem amigos, decide enfeitar o parque infantil com as coroas que constrói mas o seu gesto não é visto com bons olhos por um grupo de raparigas que decide vingar-se. Buttercup é humilhada pelas raparigas que decidem fotografar o momento e espalhar as fotografias por toda a parte. Após ser salva por Benjamim, Buttercup decide dar uma lição de vida às agressoras, mostrando-lhes a importância da amizade e o significado da palavra partilha.

Daisy Chain é uma história que para além de mostrar o poder da amizade, pretende abordar um assunto que continua a inquietar o mundo: o bullying."

Para saber mais consulte:

sábado, 18 de novembro de 2017

Novidade na Biblioteca: O ministério da felicidade suprema

Alfragide: Asa, 2017

Num cemitério da cidade, Anjum desenrola um tapete persa puído entre duas campas. Num passeio de betão surge um bebé, como que do nada, num leito de lixo. Num vale coberto de neve, um pai escreve à filha de cinco anos, falando-lhe do número de pessoas que estiveram presentes no seu funeral.

Num apartamento, sob o olhar atento de uma pequena coruja, uma mulher solitária alimenta uma osga até à morte. E, na Jannat Guest House, duas pessoas dormem abraçadas como se tivessem acabado de se conhecer. 

Uma viagem íntima pelo subcontinente indiano, desde os bairros superlotados da Velha Deli e os centros comerciais reluzentes da nova metrópole às montanhas e os vales de Caxemira, com um elenco glorioso de personagens inesquecíveis, apanhadas pela maré da História, todas elas em busca de um porto seguro. Contada num sussurro, num grito, com lágrimas e gargalhadas, é uma história de amor e ao mesmo tempo uma provocação. Os seus heróis, presentes e defuntos, humanos e animais, são almas que o mundo quebrou e que o amor curou. E, por este motivo, nunca se renderão. 

Vinte anos após o enorme sucesso de O Deus das Pequenas Coisas surge o tão aguardado segundo romance da inigualável Arundhati Roy.

Fonte: contracapa do livro


Helena Vasconcelos in Público

Leia aqui as primeiras páginas. Gostou? Requisite na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Novidade na Biblioteca: O meu nome era Eileen de Otessa Moshfegh

O Natal é uma época que tem muito pouco para oferecer a Eileen Dunlop, uma rapariga modesta e perturbada, presa a um emprego enfadonho como secretária num instituto de correção de menores e forçada a cuidar de um pai alcoólico. Eileen tempera os seus dias vazios com fantasias perversas e sonhos de fuga para uma cidade grande. Enquanto não o consegue, entretém-se a fazer pequenos furtos na loja de conveniência e a fantasiar com Randy, um guarda do reformatório com corpo de homem e cabeça de rapaz. Quando Rebecca Saint John, uma ruiva vistosa, alegre e inteligente, é contratada como a nova psicóloga do reformatório, Eileen é incapaz de resistir à sedução de uma amizade que promete transformar a sua vida. Mas, numa reviravolta digna de Hitchcock, o poder de Rebecca sobre Eileen converte a rapariga em cúmplice de um crime a que pode ser impossível escapar. Com a paisagem nevada da Nova Inglaterra como pano de fundo, a história de Eileen é arrepiante, hipnótica e divertida.
Com um primeiro romance cheio de força, que agarra e perturba o leitor até à última página, Ottessa Moshfegh faz uma entrada retumbante nas letras norte-americanas.

Fonte: contracapa do livro

Siga o link e leia as primeiras páginas do livro!

Gostou? Requisite na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O fogo na floresta

O fogo na floresta

Adormecidas paisagens
Sombras de nostalgia;
Os mortos não são viagens
Nem os silêncios magia.

Trágica contemplação
Os sentidos vagabundos;
Olhos rasos de emoção
E os campos moribundos.

Assaltaram as serras
Maus ventos em chama
Arderam pessoas e terras
Secou a água, ficou a lama.

O negro veste os valados
A alma coberta de urtigas;
Nos penedos nús e calados
Já não se ouvem cantigas.

Carlos Maia Teixeira

O Fogo na Floresta, poema da autoria do Dr. Carlos Maia Teixeira, serve de introdução ao catálogo da exposição “Pintura solidária” e transmite em palavras simples a dor que ficou depois dos incêndios do dia 15 e 16 de Outubro.

A exposição “Pintura Solidária” é uma feliz iniciativa da Editorial Moura Pinto que chega até nós pela mão do artista benfeitense Carlos da Capela e do Presidente daquela Associação o Dr. Carlos Maia Teixeira, com a colaboração da Câmara Municipal de Arganil.

O que faz desta exposição algo muito especial é o facto de o valor da venda dos quadros reverter inteiramente a favor das Comunidades afectadas pelos recentes incêndios que destruíram 92% da área florestal do concelho de Arganil, destruíram casas e levaram várias pessoas à morte.

Composta por 18 quadros de vários artistas ligados ao ATELIER 26 no Porto, a exposição está patente até dia 30 de Novembro em dois locais distintos: Biblioteca Municipal de Arganil – Miguel Torga e Biblioteca Alberto Martins de Carvalho em Côja.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O homem das castanhas

Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.

É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.

A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.

O Homem das Castanhas – letra de José Carlos Ary dos Santos, 
música de Paulo de Carvalho, 
interpretação de Carlos do Carmo.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Chegaram novidades à Biblioteca

Agora que os dias são mais curtos, 
e o tempo vai arrefecendo devagarinho, 
os serões convidam a uma boa leitura!
Viste-nos ou aceda ao nosso catálogo 
e escolha o próximo livro que vai ler!

Leia, porque ler é um prazer!

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Universo Abierto - um recurso a explorar

Universo Abierto é o Blog da Biblioteca de Tradução e Documentação da Universidade de Salamanca, e pretende ser um referencial para o mundo profissional das bibliotecas e documentação em geral.

Neste blog podem-se encontrar inúmeros artigos e livros sobre as ciências da Informação e da Documentação, sobre a importância dos livros, da leitura e da escrita, sobre as bibliotecas, as novas tecnologias e as diversas faces da literacia, entre outros.

É sem dúvida um recurso a explorar.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Novidade na Biblioteca: Manual para mulheres de limpeza de Lucia Berlin

Manual para mulheres de limpeza reúne o melhor da obra da lendária escritora norte-americana Lucia Berlin, comparada a escritores como Raymond Carver, Richard Yates, Marcel Proust e Tchékhov. Com um estilo muito próprio, Lucia Berlin faz eco da sua própria experiência - tão rica quanto turbulenta - e cria verdadeiros milagres a partir da vida de todos os dias.
As suas histórias são pedaços de vida convulsas. Histórias de mulheres como ela, que riem, choram, amam, bebem, vivem e sobrevivem. Histórias de mães e filhas, casamentos fracassados e gravidezes precoces. Histórias de emigração, riqueza e pobreza, solidão, amor e violência. Seja em salões de cabeleireiro, lavandarias, consultórios de dentistas ou colégios de freiras, nestas páginas acontece o inesperado. Testemunham-se os pequenos milagres e tragédias da vida, que Lucia Berlin trata por vezes com humor, por vezes com melancolia, mas sempre com comovente empatia e extraordinária vivacidade, como se as personagens e os lugares - extraordinariamente reais - saltassem da página.

Fonte: contracapa do livro

"Os contos de Lucia Berlin são eléctricos, zumbem e crepitam quando os fios descarnados se tocam. E, em reacção a isso, também a mente do leitor, cativada, arrebatada, ganha vida, com todas as sinapses a disparar. É assim que gostamos de estar quando lemos - a usar o cérebro, a sentir os batimentos cardíacos.
Parte da vivacidade da prosa de Lucia Berlin está no ritmo - por vezes fluido e calmo, equilibrado, errante e solto; e, por vezes, em staccato, notacional, acelerado. (...)"

Excerto do prefácio de Lydia Davis


Para saber mais sobre a escritora e a sua obra consulte:

"Manual para mulheres de limpeza", de Lucia Berlin, vence prémios em Espanha e nos EUA - Lusa
Onde é que tu andavas, Lucia Berlin? - Ágata Xavier - Revista Sábado Lucia Berlin. A história das coisas que aconteceram - Jornal Sol

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!