terça-feira, 22 de maio de 2018

Germano Almeida - Prémio Camões 2018

Germano Almeida nasceu na ilha da Boavista, Cabo Verde, em 1945. Licenciou-se em Direito, em Lisboa, e exerce até hoje a profissão de advogado. 
Estreou-se como contista na década de 80, colaborando na revista Ponto & Vírgula.
É autor de O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo, publicado em 1989, e adaptado ao cinema por Francisco Manso.
O seu mais recente livre O Fiel Defunto foi publicado em 2018.
Germano Almeida, um dos escritores mais lidos e traduzidos de Cabo Verde, é o segundo autor cabo-verdiano a ser distinguido com o Prémio Camões.

Livros do autor disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil:

Para saber mais consulte:

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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Tempo para a poesia XXXIII



Primavera

Evapora-se a noite grávida
de sombras cativas na escuridão
que fugira da serra com vida
acordando as flores por condão

o leve amanhecer do sol era o farol
no novo falar da nova manhã
em que os galhos das árvores com sede de sol
choravam comovidos de uma forma pagã

no curvo beiral da Primavera
os xistos esmagados pelo céu azul
cercados de humidade antiga e hera
brilhavam nas encostas viradas a sul

no mundo da serra os recortes verdejantes
juntaram nessa manhã toda a passarada
a cantar poemas reciclados mutantes
e velhos como o tempo em desgarrada

toda a vida carregava mais vida
e cada vida trazia mais pujança
na servidão de uma palavra consumida
na Primavera que é sinónimo de esperança

Jaime Lopes in Barco de Memórias

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Tom Wolfe, cronista da América


Tom Wolfe nasceu em 1930, em Richmond (Virginia, EUA) e faleceu em Manhattan na passada segunda-feira, aos 88 anos. 

É doutorado em Literatura e Filosofia pela Universidade de Yale. Iniciou a sua carreira de jornalista em La Unión, de Massachusetts, tendo mais tarde integrado as equipas do The Washington Post e do New York Herald

É conhecido como um dos percursores do new journalism – género que associa a escrita literária a temas habitualmente tratados em grandes reportagens - sendo autor de romances que foram grandes sucessos editoriais, como The Right Stuff (Os eleitos, 1979), A fogueira das vaidades (1988) e Um homem em cheio (1999). 

LIVROS DO AUTOR DISPONÍVEIS
NA REDE DE BIBLIOTECAS DO CONCELHO DE ARGANIL


4ª ed. Lisboa : Dom Quixote, 1992. 747 p. ISBN 972-20-0043-8 


A fogueira das vaidades não é apenas um romance louco sobre Nova Iorque, é a história da ascensão e queda de um raider da Wall Street, o golden boy Sherman McCoy, culpado de fugir após ter atropelado acidentalmente um estudante negro do South Bronx, por cujas paragens se perdera…

 1ª ed. Alfragide : Dom Quixote, 2009. 655 p. ISBN 978-972-20-3137-0 

Eu sou a Charlotte Simmons é uma obra densa, que se centra numa realidade tipicamente americana. Através de um conjunto de personagens que ao longo da obra se vão tornando cada vez mais reais, o autor Tom Wolfe, faz um retrato muito realista da vida nas universidades, desenhando com precisão a frivolidade da juventude da actual sociedade americana. 

1ª ed. Lisboa : Dom Quixote, 2002. 257, [6] p. ISBN 972-20-2117-6 

Um conjunto de textos e histórias sobre as mudanças que os Estados Unidos experimentaram no decorrer dos últimos anos. O autor envereda por uma pluralidade de temas, desde a sexualidade dos jovens no ano 2000 e o boom do sexo oral, o nascimento de Sillicon valley, a genética e a neurociência, até à crise da arte e a senilidade azeda dos intelectuais de esquerda. Inteligente e arrogante, provocatório, irónico e corrosivo tal é a sua imagem de marca. 

Para saber mais sobre o autor consulte: 

terça-feira, 15 de maio de 2018

Sugestão de leitura: O gigante enterrado de Kazuo Ishiguro

Um grande romance de um dos maiores autores da literatura contemporânea.

Tudo se passa há muitos, muitos anos, num local de fronteiras bem diferentes das actuais e marcado por grandes extensões de solo árido. Nalgumas zonas, os aldeões viviam em abrigos, parte dos quais cavados na encosta dos montes, ligados uns aos outros por passagens subterrâneas. Era num sítio assim que habitava o casal de idosos que tem lugar central nesta história: Axl e Beatrice. Um dia os dois decidiram ter chegado a hora de procurar o filho que há muito não viam e do qual pouco se recordavam. Naquele tempo longínquo esta era uma viagem que, previsivelmente, traria perigos. Mas aquela proporcionou muito mais do que isso.

Uma amnésia colectiva parecia ter-se instalado naquela zona, como uma névoa que descera à terra para fazer esquecer em parte o passado, individual e colectivo. Mas a viagem de Axl e Beatrice revela-se um regresso à lembrança. E esta nem sempre deixa um rasto feliz.

Esta é uma história sobre memórias perdidas, amor, vingança e guerra. É ainda uma história que recua ao passado, transportando o leitor para terrenos percorridos por cavaleiros do rei Artur e monges, ogres e dragões. Um dragão em particular – Querig – é o foco das atenções. E, em relação a ele, as missões dividem-se. A diferença entre poupá-lo ou tirar-lhe a vida pouco tem de fantasia.

Fonte: www.gradiva.pt 

Para saber mais sobre este livro consulte:


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terça-feira, 8 de maio de 2018

Novidade na Biblioteca: A floresta de mãos e dentes de Carrie Ryan

Mary sabe pouco sobre o passado ou sobre o porquê de no mundo existirem dois tipos de pessoas: os que residem na sua vila e os mortos-vivos do lado de fora da cerca, que vivem de devorar a carne dos vivos. As Irmãs protegem a Vila e promovem a continuidade da raça Humana. Depois de a sua mãe ser mordida e se juntar aos amaldiçoados, Mary é enviada às Irmãs para se preparar para o Casamento com o seu amigo Harry. Mas as cercas são quebradas e o mundo que Mary conhece desaparece para sempre. Mary, Harry, Travis, que Mary ama mas que está prometido à sua melhor amiga, o irmão de Mary, a sua mulher e um pequeno órfão partem rumo ao desconhecido em busca de um lugar seguro, respostas às suas perguntas e uma razão para continuar a viver.


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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Começar a ler...

"Começar a ler foi para mim como entrar num bosque pela primeira vez e encontrar-me, de repente, com todas as árvores, todas as flores, todos os pássaros. Quando fazes isso, o que te deslumbra é o conjunto. Não dizes: gosto desta árvore mais que das outras. Não, cada livro em que entrava, tomava-o como algo único."

José Saramago
El País Semanal, Madrid, 29 de Novembro de 1998

domingo, 6 de maio de 2018

Feliz Dia da Mãe


É a carícia da mão na minha face
e o meu olhar repousado
o sorriso que passa
rápido
de mim a ti.

É toda uma ternura que nos chama
é a desolada solidão de quem se ama
e conhece o espaço
que fica
de aqui ali.

É uma inclinação suspensa
por toda a pele que nos limita o corpo
gemido, doçura, pena
como o poema
a chamar por mim.

Salette Tavares in Obra poética: 1957-1971

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Livro do mês: As raízes do céu de Romain Gary


A história passa-se em 1956 e tem como ponto de partida a aventura de Morel, um francês que vive na então chamada África Equatorial Francesa e pretende combater o massacre de elefantes que alimenta o tráfico de marfim. As Raízes do Céu, um original de 1956, valeu o primeiro dos dois Prémios Goncourt que o autor francês (nascido na Rússia) Romain Gary recebeu.

“Só a arte – neste caso a literatura – pode ver assim tão longe, a perder de vista. Há uma fronteira entre o humano e o desumano que não pode ser ultrapassada”, diz o autor. E contra a escravidão imposta em nome de religiões, nacionalismos ou interesses económicos, ele ergue um livro: As raízes do céu. Este em nome do homem.”


Nota biográfica:

Romain Gary nasceu a 8 de Maio de 1914 em Vilnius, na Lituânia (então Polónia). Judeu de origem russa, emigra com a sua mãe para Nice em 1928. Foi um romancista, piloto da Segunda Guerra Mundial, diretor de cinema e diplomata francês. 
O êxito dos seus primeiros romances, Educação europeia e As raízes do céu (Prémio Goncourt 1956) tornam-no imediatamente um escritor famoso em todo o mundo. Em 1975, escrevendo sob o pseudónimo Émile Ajar, ganha de novo o Prémio Goncourt com Uma vida à sua frente.
Gary suicida-se em 1980, pouco mais de um ano depois do suicídio da sua ex-mulher Jean Seberg.

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