segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Sugestão de leitura: História de um canalha de Julia Navarro

Menti, enganei e manipulei à vontade, sem me importar com as consequências. Destruí sonhos e reputações, traí os que me foram leais, causei dor àqueles que me quiseram ajudar. Brinquei com as esperanças dos que pensaram que poderiam mudar quem eu sou. Thomas Spencer sabe como conseguir tudo o que quer. A saúde delicada é o preço que teve de pagar pelo seu estilo de vida, embora não se arrependa. No entanto, desde o seu último episódio cardíaco apoderou-se dele um sentimento estranho e, na solidão do seu luxuoso apartamento em Brooklyn, sucedem-se as noites em que não pode deixar de se perguntar como seria a vida que conscientemente optou por não viver. 

A memória dos momentos que o levaram a ter sucesso como consultor de relações-públicas e imagem, entre Londres e Nova Iorque nos anos oitenta e noventa, revela os mecanismos dúbios que os centros de poder por vezes empregam para alcançar os seus fins. Um mundo hostil governado por homens, onde as mulheres resistem a ter um papel secundário.

Fonte: www.bertrand.pt

Leia aqui as primeiras páginas, ou veja aqui o vídeo de apresentação do livro em Portugal.

Gostou? Requisite na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Sugestão de leitura: Contagem decrescente de Ken Follett

Um homem acorda deitado no chão de uma casa de banho da estação de comboios Union Station, em Washington. Não faz a mínima ideia de como foi ali parar. Parece um sem-abrigo e não sabe onde mora. Nem sequer se lembra do próprio nome.

Em janeiro de 1958, no auge da Guerra Fria, soviéticos e americanos disputam a primazia pela conquista do espaço. O lançamento do Explorer I, o primeiro satélite americano, foi inexplicavelmente adiado. Claude Lucas é uma das figuras centrais para que o lançamento seja um sucesso, mas encontra-se desaparecido. Sem ele, o jogo de forças pode pender para o lado soviético.

Contagem Decrescente é um thriller intenso repleto de história, intriga e espionagem, onde a vida de um homem decide o futuro de um país.

Para saber mais sobre este livro consulte:


Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Os Reis Magos



São três e chegam de longe
com um sonho na bagagem:
querem estar com o menino
antes que finde a viagem.

São magos do Oriente,
mas não são magos de rua;
acreditam nos cometas,
nas estrelas e na lua.

São os magos viajantes
que resistem à fadiga,
seguindo o rasto de luz
de uma estrela que é amiga.

São os Reis Magos que chegam
das mais remotas paragens
com ouro, incenso e mirra
que trazem de outras viagens.

São os Reis Magos Felizes,
joelho assente na terra,
com um voto e uma prece:
"menino, põe fim à guerra."

Gaspar, Baltazar e Belchior
pedem à estrela brilhante:
"Dá nome a este menino
antes que o galo cante."

Viemos aqui nesta noite
com um desejo profundo:
queremos ver o Menino
que vem dar esperança ao mundo.

José Jorge Letria in O livro do Natal

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

2018 - Ano Europeu do Património Cultural


O Ano Europeu do Património Cultural, pela sua escala e pelo contexto de mudanças que se vivem na Europa, será um momento importante para chamar a atenção não só para as oportunidades que o Património Cultural oferece, mas também para os imensos desafios que hoje se colocam – a globalização, o desenvolvimento acelerado da utilização de novas tecnologias de informação e comunicação, as crises de valores e de identidade, as alterações climáticas e os conflitos, as pressões e contradições geradas pela cada vez maior mobilidade humana por todo o planeta. 

São objetivos gerais do AEPC 2018 incentivar e apoiar, designadamente através do intercâmbio de experiências e boas práticas, os esforços da União Europeia, dos Estados-Membros e das autoridades regionais e locais, para proteger, valorizar e promover o património cultural europeu. 


O património cultural não é um conceito fechado e estático. Estamos a falar de monumentos, de sítios, de objetos com valor histórico, de acervos de museus, bibliotecas e arquivos, de tradições, de referências. Reportamo-nos à memória viva, como a língua ou a ciência. Mas, fundamentalmente, tratamos de conhecimentos, de cultura e de humanidade… Ter memória é respeitarmo-nos, é estudar a História e conhecer as raízes. Cuidar do que recebemos é dar atenção, é não deixar ao abandono, é conhecer, estudar, investigar, proteger e conservar. (…) O Ano Europeu do Património Cultural (…) visa sensibilizar para a história e os valores europeus e reforçar o sentimento de uma identidade europeia, aberta e inteligente, considerando a preservação do que é próprio em diálogo com as outras culturas. 

Guilherme d'Oliveira Martins in Visão nº 1277 (23.08.2017)

Para saber mais sobre este assunto consulte:


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Sugestão de Leitura: Teoria geral do esquecimento de José Eduardo Agualusa


Luanda, 1975, véspera da Independência. Uma mulher portuguesa, aterrorizada com a evolução dos acontecimentos, ergue uma parede separando o seu apartamento do restante edifício - do resto do mundo. Durante quase trinta anos sobreviverá a custo, como uma náufraga numa ilha deserta, vendo, em redor, Luanda crescer, exultar, sofrer.
Teoria Geral do Esquecimento é um romance sobre o medo do outro, o absurdo do racismo e da xenofobia, sobre o amor e a redenção.

Fonte: www.wook.pt

Teoria geral do esquecimento "é uma boa história, um romance que percorre pelos caminhos e veredas da imaginação os factos da vida coletiva angolana, da independência aos nossos dias."


"Teoria Geral do Esquecimento” consegue ser, ao mesmo tempo, um livro que tem como pano de fundo a história recente de Angola e uma viagem ao interior mais recôndito do ser humano."


Leia aqui as primeiras páginas do livro! Gostou? Requisite na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Boas festas!


Fui ver ao dicionário de sinónimos
a palavra mais bela e sem igual,
perfeita como a nave dos Jerónimos...
E o dicionário disse-me Natal.

Pergunto aos poetas que releio:
Gabriela, Régio, Goethe, Poe, Quental,
Lorca, Olegário...E a resposta veio:
E é Christmas...Natividad...Noël...Natal.

Interroguei o firmamento todo!
Cobra, formiga, pássaro, chacal!
O aço em chispa, o "pipe-line", o lodo!
E a voz das coisas respondeu Natal!

Pedi ao vento e trouxe-me, dispersos,
- riscos de luz, fragmentos de papel -
cânticos, sinos, lágrimas e versos:
Um N, um A, um T, um A, um L...

Perguntei a mim próprio e fiquei mudo...
Qual a mais bela das palavras, qual?
Para quê perguntar se tudo, tudo,
diz Natal, diz Natal e diz Natal?!

Adolfo Simões Müller - Moço, Bengala e Cão: Poemas, 
Lisboa: edição do autor, 1971

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Arquivo digital Gabriel García Márquez

O Centro Harry Ransom da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, disponibilizou um arquivo digital com cerca de 27 mil documentos do escritor Gabriel García Márquez para acesso e download gratuito. A colecção reúne cartas, manuscritos, desenhos, fotografias, anotações e áudios do aclamado escritor colombiano.

Alguns destaques são a gravação do discurso de aceitação do Prémio Nobel em 1982; fotografias de García Márquez na sua cidade natal, Aracataca, na Colômbia; e os manuscritos dos livros: “Cem Anos de Solidão” (1966), “Ninguém Escreve ao Coronel” (1957), e “Crónica de Uma Morte Anunciada” (1981).

Siga o link e explore este recurso para saber mais sobre um dos mais prestigiados escritores do século XX.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A Cripta de Albano P. Santos

No passado dia 4 de Dezembro, por ocasião do 21º aniversário da Biblioteca Municipal Miguel Torga – Arganil, o Professor Albano P. Santos apresentou no auditório da Biblioteca o seu primeiro livro: A cripta.

Para introduzir e apresentar a obra o autor começou por ler um pequeno conto, da sua autoria, intitulado “Falsos gigantes”.
Em “A cripta”, a partir da ficção de uma sociedade secreta centenária que se reúne numa vasta rede de galerias subterrâneas numa aldeia do concelho de Arganil, o autor explora o tema de cientistas com uma visão muito à frente do seu tempo que lutaram contra a estagnação e acomodação do pensamento e do conhecimento científico.

De acordo com as palavras do autor este livro foi escrito “a partir do coração e da razão… fala de viagens, não só de viagens físicas pelas galerias subterrâneas, não só de viagens a Coimbra, Lisboa, Oxford ou a Cuidad Real… fala de viagens pelos sonhos de André Conte, fala de viagens: pela vida, pelo interior; pelo passado, pela ciência, pelas metáforas – labirintos – portas que se abrem e que fecham, criptas que vamos construindo durante a vida; pela filosofia, através das interrogações e inquietações com que o protagonista se vai deparando."

É também um livro de encontros e desencontros. De mistério, de descoberta e de revelações.

Isabel Enes Ferreira escreve no prefácio que “esta não é só a história de uma personagem em busca de si mesma e de todas as transformações e premonições da sua superior e atormentada alma. É uma história que mostra um bom trabalho de pesquisa, um conhecimento de factos históricos e científicos num campo e numa matéria ainda tão pouco explorados… Ficamos a saber muita coisa mas ficamos, principalmente com uma enorme vontade de aprofundar, de saber mais coisas. Uma narrativa aberta que temos pena de “largar”…”

No final da sessão Albano P. Santos leu o poema “de que é feito o dia” e revelou estar já a escrever um segundo livro.

Pode requisitar “A cripta” na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil ou adquirir um exemplar na livraria da Biblioteca Municipal Miguel Torga – Arganil.

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